A Dismetria é a diferença de altura entre os membros inferiores, as pernas. Esta diferença pode ser ligeira, de apenas alguns milímetros ou chegar mesmo a 1 ou mais centímetros (até 13 mm é normal). Quanto maior for a diferença entre o comprimento das duas pernas, maior será o desconforto da pessoa, já que dificulta bastante a locomoção.

  • Dificuldade ao caminhar;
  • Alterações no joelho, que podem ficar voltados para dentro ou fora;
  • Aparecimento de pequenas fraturas, chamadas de fratura por stress;
  • Desenvolvimento de escoliose, já que a coluna vertebral adota uma posição errada;
  • Desenvolvimento de artrite ou artrose nas articulações;
  • Dores nas costas, anca, ombros e no pescoço.

Dr. Márcio Silveira: Ortopedista Especialista em Traumatologia Esportiva, Joelho - Adulto e Infantil - e Idoso dismetria pernas

Todas estas complicações podem estar relacionados entre si, pois como uma das pernas é mais curta, o corpo terá adotar posturas compensatórias incorretas, que com o passar do tempo podem causar dores e inflamações.

É possível compensar esta diferença entre pernas com o uso de compensações, se a diferença entre as suas pernas for menor ou a igual a 3 cm é possível com calçado adequado levar uma vida normal com o uso de palmilhas ou calcanheiras. Se a altura for superior pode e deve fazer a compensação diretamente na sola do seu calçado.

Diagnóstico

A diferença de comprimento dos membros inferiores é designada por dismetria ou heterometria ou seja é a diferença entre os comprimentos (uma perna maior do que a outra), causada por alteração anatómica ou estrutural dos membros inferiores.

Pode ser feito por exame de escanometria ou pela medicação com fita.

Causas da dismetria

As causas de uma perna mais curta que a outra provocando alteração mecânica são várias, e podem ser: desequilíbrio muscular, patologias degenerativas, desgaste articular, deformidade óssea, traumas, pós-cirúrgico e genética.⠀ ⠀

– Neuromuscular

Desequilíbrio muscular causando tração diferente na pelve gerada pelo encurtamento especialmente do piriforme (que leva a uma rotação externa do fêmur encurtando assim da perna) e isquiotibiais. Exemplo: Algumas doenças como pólio e paralisia cerebral.

– Deformidades ósseas :

Genu recurvatum, valgo, varo, Arcos costais e vértebras assimétricos , escoliose

– Trauma e pós operatório

Fratura dos ossos da perna ou lesão da Placa epifisária, pós operatório de algumas próteses como quadril e joelho

– Idiopática/genética

Transtorno dos quadris (tais como Legg-Perthes-Calve ‘ou epifisiólise femoral).

– Alterações degenerativas avançadas como artrose ou doenças que levam ao desgaste articular (Exemplo: artrite)

A Dismetria interfere na marcha e na corrida?

Sim, a dismetria tem efeitos na marcha, corrida, postura e deambulação e pode causar fraturas de stress no fémur e na tíbia e o membro mais longo responsável por lombalgias (dores na coluna vertebral); causador de escolioses (desvios na coluna vertebral). Existe também uma forte correlação entre o membro mais longo e fasceíte plantar unilateral (dor na planta do pé).

Tratamento para dismetria

O Tratamento de desigualdade no comprimento das pernas envolve muitas abordagens diferentes, que variam entre ser funcional, estrutural ou até mesmo a combinação de ambas.

Pode ser iniciado fisioterapia:

– liberação miofascial (massagem)

– alongamento dos músculos encurtados.

– manipulação ou mobilização da coluna vertebral, sacrilíaca, quadril, joelho e pé

Órteses: Sapatos com elevação podem ser usados para tratar discrepâncias de dois a seis cm (geralmente até 1 cm podem ser inseridos no sapato palmilhas

Para maiores desigualdades no comprimento da perna, o sapato deve ser construído sob medida e personalizado.

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