Epicondilite

epicondilite

A epicondilite é a inflamação dos tendões (tendinite) proximais dos músculos do antebraço, na região do epicôndilo, sendo a dor no cotovelo, que pode variar bastante de intensidade, o principal sintoma.

  • Epicondilite lateral (cotovelo de tenista) – a epicondilite lateral é a inflamação dos tendões na parte lateral ou externa (“parte de fora do cotovelo”), designando-se por epicôndilo (daí a designação epicondilite). O tendão, geralmente envolvido é o do músculo extensor radial curto do carpo. A epicondilite lateral é uma patologia dolorosa, bastante frequente no cotovelo quando existe um uso excessivo. Não surpreendentemente, jogar tênis ou outros desportos com raquete é uma das causas frequentes para o surgimento da epicondilite lateral, por isso é frequentemente chamada de cotovelo do tenista.
  • Epicondilite medial ou epitrocleite (cotovelo do golfista) – é a inflamação do tendão (tendinite) do músculo flexor carpo radial e quadrado pronador. A origem destes tendões flexores é a epitróclea no côndilo medial ou a “parte de dentro do cotovelo”. Esta inflamação do tendão ocorre com maior frequência em praticantes de golfe, pelos movimentos exigidos nesta modalidade desportiva, daí ser muitas vezes referido como cotovelo do golfista.

A epicondilite lateral é uma lesão mais frequente quando comparada com a epitrocleite (epicondilite medial).

Epicondilite – causas

Qualquer pessoa pode desenvolver uma epicondilite. No entanto, as pessoas que realizam os mesmos movimentos de uma forma repetida nas suas profissões, em esportes (principalmente tênis) ou atividades diárias são mais suscetíveis a inflamações dos tendões.

Epicondilite – sintomas

Na epicondilite, o principal sintoma é a dor no cotovelo que pode variar de moderada a forte. Na maioria dos casos, a dor começa de uma forma mais leve e piora com o passar das semanas e meses, podendo tornar-se intensa, mesmo até quando não realiza movimentos com o braço. Em alguns casos, a dor pode irradiar para o antebraço e para o punho (pulso).

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A epicondilite tem cura?

A epicondilite tem, habitualmente, cura com um bom prognóstico, desde que o tratamento seja instituído de forma correta. No entanto, em alguns casos, os tratamentos médicos instituídos podem não ser suficientes. Nestas situações, pode ser necessário o recurso do tratamento cirúrgico.

Após diagnóstico, o tratamento deve ser instituído de modo a evitar complicações, nomeadamente dor crônica e alguma forma de incapacidade física.

Exercícios para epicondilite

Instruções de exercícios para evitar recidiva e prevenir. Lembre de fazer quando estiver sem dor. Clique em cima para ampliar.

Epicondilite – tratamento

O tratamento conservador (não cirúrgico) permite resolver entre 80% a 95% dos casos de epicondilite. Habitualmente, o tratamento conservador consiste nos seguintes procedimentos:

  • Repouso – O primeiro passo para a recuperação é permitir que o braço descanse.
  • Gelo – fazer a aplicação de gelo (frio) na área do cotovelo permite reduzir a inflamação e diminuir as dores.
  • Medicação anti-inflamatória – os medicamentos (ou remédios) anti-inflamatórios não-esteróides (AINE’s).
  • Injeções de cortisona – a cortisona na sua forma injetável (injeção) é uma poderosa medicação anti-inflamatória.
  • Fisioterapia – o tratamento fisioterapêutico é bastante importante na redução da inflamação e controlo da dor.
  • Terapia de ondas de choque extracorporal – as ondas de choque extracorporal são uma técnica que criam um “microtrauma” que promove o processo de cicatrização natural do tendão lesionado. Indicado após 6 meses de tratamento sem melhora. Saiba mais aqui >
  • Órteses – uma espécie de “cotoveleira ou braçadeira para o cotovelo” funcionam como uma “cinta, banda, tensor ou faixa tensora” de proteção.

Caso os sintomas não regredirem após 12 meses de tratamento conservador, o médico pode recomendar tratamento cirúrgico.

Epicondilite – cirurgia

A cirurgia (ou operação) apenas deve ser equacionada no caso de falência do tratamento conservador. O tipo de cirurgia a realizar depende bastante do problema subjacente. A maioria dos procedimentos cirúrgicos envolve a remoção da parte danificada do tendão danificado e a reinserção de volta no osso.

A abordagem cirúrgica para cada pessoa depende de vários fatores, como por exemplo a extensão da lesão, outros problemas de saúde, as necessidades pessoais, prática esportiva, etc.. É importante falar com o médico sobre as opções.

Tipicamente, podemos considerar as seguintes abordagens cirúrgicas:

  • Cirurgia aberta – a abordagem mais frequente é a cirurgia aberta, através de uma incisão acima do cotovelo. A cirurgia aberta é habitualmente executada por uma pequena incisão e reinserção com âncora.
  • Cirurgia artroscópica – a cirurgia também pode ser realizada usando instrumentos “em miniatura”, através de pequenas incisões. Para tal é usado um instrumento cirúrgico (artroscópio) que possui uma câmara de vídeo que permite realizar a intervenção através de uma pequena abertura na pele.  Indicado em caso de outras alterações intra-articulares associadas.

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