Fratura do fêmur proximal: transtrocanteriana, do colo e subtrocantérica.

fratura do fêmur proximal

A fratura de fêmur proximal, principalmente em idosos, representa um sério problema devido às altas taxas de morbidade e mortalidade.

Com o aumento da expectativa média de vida da população, houve um aumento do número dos casos de fratura do fêmur, uma vez que acima de 60 anos deve-se à osteoporose e outras doenças associadas. Em jovens, a recorrência de fratura do fêmur também vêm aumentando devido a acidentes com trauma de alta energia.

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Tipos

A fratura de fêmur na região do colo femoral predominam em mulheres idosas com osteoporose, em torno da oitava década de vida, com idade ligeiramente inferior às das fraturas transtrocanterianas, devido principalmente a queda ao solo.

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No adulto jovem são mais raras as fraturas isoladas do colo, normalmente associadas a fraturas diafisárias por trauma de alta energia. Em muitos casos a fratura pode passar despercebida e seu diagnóstico ser feito tardiamente.

Fratura do Colo do Fêmur

O tratamento das fraturas do colo é cirúrgico em quase 100% dos casos, salvo em raros casos de pacientes muito incapacitados e em estágio terminal.

Portanto, em pacientes de idade mais avançada ou nos mais jovens em que não se consegue uma adequada redução, ou fraturas há mais de 24 horas, minha experiência tem sido em excelentes resultados com a artroplastia do quadril.

Fratura da Cabeça do Fêmur

As fraturas da Cabeça Femoral são pouco frequentes e causadas por trauma de alta energia, sendo normalmente acidentes automobilísticos, mais especificamente pelo impacto do painel do veículo contra o joelho, com o quadril em posição de flexão e adução.

Quanto ao tratamento destas fraturas, quando associada a luxação, está indicada a redução incruenta em caráter de urgência e posteriormente, com a realização de exames planeja-se o tratamento da fratura.

fratura do fêmur proximal

Fraturas Trocanterianas

As fraturas trocanterianas comprometem a região entre o grande e o pequeno trocanter. Acometem pacientes com idade mais avançada do que fraturas de colo, principalmente sexo feminino devido a maior incidência de osteoporose.

O padrão ouro de tratamento para esse tipo de fratura de fêmur é a fixação interna. A artroplastia do quadril é reservada para situações especiais. O objetivo do tratamento é a rápida estabilização com pouca espoliação ao paciente visando uma mobilização precoce.

Vale ressaltar que este tipo de fratura apresenta alta taxa de mortalidade, chegando a 36% no primeiro ano após fratura. A avaliação clínica revela impotência funcional, encurtamento e rotação externa do membro acometido, podendo haver a presença de hematoma.

O tratamento destas fraturas é eminentemente cirúrgico, estando o tratamento conservador restrito apenas a pacientes com risco cirúrgico elevadíssimo e/ou em estágio terminal. O momento ideal da cirurgia depende do estado clínico do paciente, contudo sendo recomendável um prazo de 24 a 48h para a estabilização clínica.

Nas fraturas estáveis o padrão ouro é a placa e o parafuso deslizante, e nas fraturas instáveis a haste intramedular é o recomendado, lembrando que mesmo nas fraturas estáveis esta última permite uma carga precoce em relação a placa e parafuso deslizante além de menor risco de falência devido a maior vantagem biomecânica.

Fraturas Sub-Trocanterianas

As fraturas sub-trocanterianas correspondem a aproximadamente 15% dos casos de fratura de fêmur. São consequência de trauma de alta energia com alto índice de lesões associadas.

O diagnóstico clínico é de impotência funcional femoral, além de edema, dor e hematoma associado.

O tratamento conservador não é recomendado, sendo o tratamento cirúrgico o método de eleição. Esta fratura é resolvida em até uma semana, buscando-se uma boa estabilização do paciente, devido ao elevado porte cirúrgico.

As chances de complicações também são elevadas, podendo ocorrer trombos venosa profunda, embolia pulmonar, perda de redução, pseudoartrose e consolidação viciosa dentre as mais comuns.

Portanto, a prática clínica mostra que uma fixação estável bem reduzida diminui o risco destas complicações.

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