Pubalgia

pubalgia

Pubalgia, também conhecida como pubeíte ou osteíte púbica, é uma condição dolorosa na região da sínfise púbica (região baixa do abdômen, púbis e virilha), que dá origem aos músculos adutores (parte interna da coxa, constituída pelos músculos grácil e adutores longo, curto e magno).

Em geral, há uma piora gradativa e a aumento dos sintomas ocorre quando são realizados movimentos específicos de chute, rotação ou adução (ou seja, fechamento) da coxa.

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Tipos

A pubalgia pode ter ser do tipo aguda (pubalgia traumática) ou crônica (pubalgia crônica), causa por repetições. O mecanismo de lesão engloba movimentos de hiperextensão repetitiva do tronco em associação com hiperabdução da coxa, com tração do periósteo na inserção do músculo reto abdominal ou na origem do músculo adutor longo da pelve. Acredita-se que o excesso de tração muscular com vetores multidirecionais leve a degeneração da sínfise púbica.

Causas

As causas da pubalgia são por sobrecarga na região do púbis, baixo ventre e disfunção no sistema músculo esquelético. Também pode ser causada pelo desequilíbrio entre a musculatura abdominal e das coxas (adutores), associada ainda à sobrecarga de exercícios, redução da mobilidade do quadril e sacroilíaca (ossos sacro e ilíaco), micro lesões dos músculos adutores e enfraquecimento da musculatura abdominal.

Sintomas

Os principais sintomas de pubalgia são:

  • Desconforto na região do púbis
  • Limitação das atividades laborais
  • Dores agudas que dificultam muito andar, tossir ou espirrar
  • Dor que irradia para região inguinal (transição entre o abdômen e as pernas)
  • Dor que irradia para região dos testículos
pubalgia

Diagnóstico

O diagnóstico da pubalgia é realizado através de uma avaliação dos sintomas, juntamente com uma avaliação biomecânica. No exame clínico, observa-se a presença de uma exacerbação de sensibilidade no tubérculo púbico anterior. A dor também pode ser mimetizada pela flexão do quadril, rotação interna e contração da musculatura abdominal. O importante no diagnóstico é estabelecer uma relação entre o histórico e o exame físico.
Pelos exames de imagem, a radiografia simples pode mostrar a degeneração da sínfise púbica e a ressonância magnética, mostra edema ósseo característico da lesão.

Tratamento

O tratamento conservador da pubalgia traumática, caso não haja perda de mobilidade, pode ser o repouso, associado ao uso de anti-inflamatório, gelo, bandagens funcionais e acupuntura. Visa, basicamente o fortalecimento, alongamento e reequilíbrio dos grupos musculares envolvidos na lesão. Deve ser sempre instituído para o atleta amador.

Assim como em outras lesões, o bom senso deve prevalecer no tratamento da pubalgia. Em atletas profissionais ou adolescentes que pretendem se profissionalizar nos esportes, o afastamento prolongado ao esporte pode comprometer o rendimento e, consequentemente, a carreira. Por este motivo, havendo falha no tratamento conservador, deve-se optar pelo tratamento cirúrgico.

Cirurgia

A cirurgia para a pubalgia envolve, basicamente a tenotomia (liberação tendínea) dos tendões adutores e do reto abdominal em sua inserção comum na púbis, com o paciente posicionado em mesa de tração, seguida da curetagem (“raspagem”) e perfuração do tubérculo púbico a fim de se estimular a migração de células-tronco para a revitalização da área da lesão.

Prevenção

A pubalgia pode ser prevenida mantendo a musculatura abdominal e adutora com forças equilibradas, por meio de uma preparação física bem orientada. Também é fundamental que a prática esportiva seja feita com treinos programados e controlados.

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