Tendinite no quadril

tendinite no quadril

A tendinite no quadril pode ocorrer em qualquer um dos tendões desta região. No entanto, alguns tendões são mais suscetíveis à lesão. Acresce que algumas atividades ou esportes podem ser mais frequentemente associados a determinados tipos de tendinite.

Os tendões dos músculos glúteos (máximo, médio e mínimo) são os mais afetados por tendinites na região do quadril. A dor situa-se na região lateral do quadril, podendo irradiar para a face lateral da perna. Para além destes, o tendão do músculo ílio-psoas e dos músculos adutores, principalmente do tendão do longo adutor também são frequentemente atingidos por tendinites. A tendinite da fáscia lata também é relativamente frequente. A fáscia lata é o tendão da face lateral da coxa (que se estende desde o quadril até o joelho).

Atualmente, o termo tendinopatia é o mais usado e abrange as inflamações e micro roturas do tendão. Todavia, muitos são os médicos que continuam a utilizar o termo tendinite.

Cronificação e ruptura

Uma tendinite é um problema que apresenta, normalmente, prognóstico favorável, desde que seja tratada adequadamente. Todavia, em determinados casos, podem ocorrer complicações que dificultam a reabilitação. A tendinite crônica ou tendinites de repetição são consideradas um fator de risco para as roturas do tendão (o tendão rasga de forma parcial ou total). Uma ruptura ou rotura de um tendão é uma lesão que apresenta maior gravidade quando comparada com uma inflamação (tendinite).

Causas

A tendinite ocorre com maior frequência em esportistas que praticam atividades físicas que exigem o uso excessivo dos músculos / tendões do quadril. Esportes como futebol, atletismo, ciclismo, etc. que exigem esforços repetitivos, podem estar na origem das tendinites. Alguns fatores de risco para as tendinites no esporte são: esforço em demasia (treino excessivo), aumento repentino da carga de treino, uso de calçado eesportivo inadequado, superfícies de treino irregulares, entre outras.

Porém, a lesão pode suceder também em praticantes não profissionais e em pessoas que não praticam qualquer atividade esportiva. Os idosos também podem estar mais sujeitos à doença, devido ao desgaste progressivo das articulações.

Sintomas

Os principais sinais e sintomas são a dor no quadril e/ou na coxa e a rigidez que surge gradualmente durante dias ou meses de localização variável, dependendo dos tendões afetados.

A dor, por norma, piora ao longo do tempo e agrava-se durante a prática de atividade física. A dor do quadril pode irradiar para a perna.

Pode também sentir maior rigidez quando inicia o exercício ou quando se levanta de manhã. A região afetada pode apresentar-se vermelha, quente ou “inchada”, mediante a gravidade da inflamação.

O paciente pode sentir dificuldade em movimentar as pernas, sentir cãibras nas pernas, particularmente após longos períodos de repouso. Pode ocorrer dificuldade em caminhar, sentar-se ou ficar deitado “de lado” (dependendo dos tendões afetados).

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tendinite do quadril

A ecografia (ou ultrassonografia) pode permitir-nos visualizar um espessamento por edema do tendão. A ressonância magnética (RM) não é, habitualmente, usada para diagnosticar a tendinite, pelo menos numa fase inicial.

Tratamentos

Na grande maioria dos casos, os diferentes tipos do tratamento têm como objetivo: reduzir a inflamação e o alívio da dor, ainda que possa levar alguns meses para que os sintomas diminuam e a recuperação seja completa. Mesmo com tratamento precoce, a dor pode perdurar por meses.

O tratamento, habitualmente, instituído é o seguinte:

  • Descanso – a primeira medida passa pela redução das atividades (esportivas ou outras), ou até, pela sua interrupção temporária. Em alguns casos, a interrupção pode não ser total, podendo limitar a atividade física e substituir as atividades por outras que provoquem menos tensão nos tendões afetados.
  • Gelo – deve aplicar gelo na região mais dolorosa. O gelo (frio) é fundamental para permitir a redução da inflamação e para aliviar a dor. Pode aplicar gelo caseiro, envolto numa toalha, ou numa fronha de almofada durante 15 minutos seguidos e parar para impedir queimaduras na pele. Pode, mais tarde, repetir a aplicação de gelo por mais 15 minutos e fazê-lo várias vezes durante o dia. Nunca aplique o gelo diretamente sobre a pele (pode provocar queimaduras). Após 48h, pode mudar para compressa morna, sendo mais confortável.
  • Medicação anti-inflamatória – os medicamentos (ou remédios) anti-inflamatórios não-esteróides (AINE’s) permitem aliviar a dor e o edema (inchaço). Podem ser usados na forma tópica, como pomada , para fazer a aplicação na região afetada.
  • Injeções de cortisona – a cortisona é uma poderosa medicação anti-inflamatória. As injeções de cortisona são, no entanto, pouco recomendadas porque podem conduzir à rotura do tendão, sendo feito poucas injeções, em caso de melhora muito lenta.

Fisioterapia

A fisioterapia poderá revestir-se de grande importância no tratamento da tendinite. O fisioterapeuta deverá estabelecer um programa de reabilitação individualizado que vá de encontro às queixas e particularidades do doente. Este poderá, posteriormente, realizar facilmente na sua própria casa, alguns exercícios de reabilitação, de acordo com as instruções do médico. As ondas de choque extracorporal são um procedimento, não invasivo, que através de impulsos de alta energia incita o processo de cicatrização do tendão afetado.

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