O que é Osteopenia?

A palavra osteopenia tem sua etimologia no grego, em que “osteo”, significa osso e “penia” significa falta. Assim, sugere-se que osteopenia está relacionada à falta de algo no osso e como vimos na introdução, esta falta consiste na baixa densidade de minerais, vale lembrá-los: cálcio, magnésio, sódio, potássio e citrato.

No entanto, esta escassez de minerais nos ossos não confere uma patologia, apenas uma condição de saúde considerada uma prévia da osteoporose, esta – por sua vez – consiste na fragilidade dos ossos levando-os ao risco de serem fraturados facilmente

A osteopenia afeta ambos os sexos, porém é mais incidente nas mulheres, principalmente nas que se encontram no período da menopausa ou após o mesmo, a etnia caucasiana também é mais afetada, assim como pessoas com estatura mais baixa. É também mais incidente em pessoas com mais de 50 anos de idade.

Desenvolvimento ósseo

É até a segunda década de vida que os ossos são desenvolvidos totalmente, este desenvolvimento diz respeito ao conteúdo mineral. São diversos os fatores que estão envolvidos com o desenvolvimento da massa óssea, a saber: atividade física, alimentação, fatores genéticos e fatores hormonais.

O tecido ósseo é composto por um conjunto de células, são células ósseas os osteócitos e os osteoblastos, os quais são associados a outras estruturas, como a matriz óssea, que consiste em um material encontrado no exterior das células ósseas e que tem como função proporcionar nutrição ao tecido ósseo, pois a matriz é rica em cálcio.

Assim como o cálcio, outros minerais são essenciais para o desenvolvimento adequado do tecido ósseo, como o fósforo, citrato, magnésio, potássio e sódio. Além dos minerais, também participam da composição nutritiva da massa óssea, as vitaminas e proteínas. É importante adiantar que a escassez ou o excesso de qualquer destes nutrientes podem interferir na saúde da massa óssea.

Dessa forma, o nível de minerais presentes em uma amostra de tecido ósseo proporciona um resultado chamado de Densidade Mineral Óssea (DMO), ou seja, quando a DMO está baixa, significa que a matriz óssea está pouco mineralizada.

Dr. Márcio Silveira: Ortopedista Especialista em Traumatologia Esportiva, Joelho - Adulto e Infantil - e Idoso o que e e como identificar a osteopenia

Diferença entre osteopenia e osteoporose

A osteoporose é uma doença que torna os ossos frágeis, enquanto a osteopenia é baixa densidade óssea, característica do processo inicial que pode virar osteoporose.

Saiba o que são lesões degenerativas >

Sintomas da osteopenia

Infelizmente a osteopenia é uma condição assintomática, de forma que apenas quando há ao agravamento para a osteoporose o paciente começa a perceber alterações.

Dessa forma, para que o paciente fique atento à possibilidade de desenvolver osteopenia, recomenda-se que sejam realizados exames regulares quando os fatores de risco mencionados anteriormente estiverem presentes na vida do paciente, isto é, é preciso considerar os seguintes aspectos:

Idade: quando a pessoa atingir a quinta década de vida;

Alimentação: se o paciente ingere muito café e poucos alimentos ricos em minerais;

Sedentarismo: se o paciente percebe fraqueza muscular e está há muito tempo sem praticar nenhuma atividade física;

Estes são os principais fatores que devem ser observados e considerados substituindo os sintomas, pois a partir deles é possível tomar a decisão de realizar exames para prevenir e assim, não esperar que os sintomas da osteoporose apareçam para que haja a procura de ajuda.

Tratamento da osteopenia

Atividade física regular, alimentação balanceada, exposição ao sol diária e reposição de cálcio e vitamina D.

Fontes de vitamina D

A principal fonte de produção da vitamina se dá por meio da exposição solar, pois os raios ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese desta substância. Alguns alimentos, especialmente peixes gordos, são fontes de vitamina D, mas é o sol o responsável por 80 a 90% da vitamina que o corpo recebe. Ela também pode ser produzida em laboratório e ser administrada na forma de suplemento, quando há a deficiência e para a prevenção e tratamento de uma série de doenças.

A orientação para pessoas com mais de 50 quilos é consumir entre 5.000 e 10.000 unidades de vitamina D ao dia. O mesmo vale para as gestantes e lactantes.

No caso das crianças a orientação é ingerir até 1.000 unidades de vitamina D para cada 5 quilos de peso.

A Vitamina D favorece a absorção do cálcio no intestino, sendo importante para fortalecer os ossos e os dentes.

Dr. Márcio Silveira: Ortopedista Especialista em Traumatologia Esportiva, Joelho - Adulto e Infantil - e Idoso vitamina d

  • Atum
  • Sardinha
  • Ovo
  • Queijo cheddar
  • Carne bovina
  • Óleo de fígado de bacalhau
  • Fígado de galinha

Riscos do consumo em excesso de vitamina D

É importante destacar que o excesso de vitamina D só ocorre por meio da suplementação. Isto porque os alimentos não contam com quantidades grandes da substância e a obtenção dela por meio dos raios solares é regulada pela pele, que cessa a produção da vitamina quando atinge os valores necessários.

Porém, o excesso por meio dos suplementos sem a orientação médica pode ser muito perigoso. Há o risco de ocorrer a elevação da concentração de cálcio no sangue e isso pode provocar a calcificação de vários tecidos, sendo que os mais afetados são os rins, que podem chegar a perder sua função.

Melhores alimentos para suplementação de cálcio

O cálcio é o mineral mais abundante no organismo, constitui cerca de 1,5 a 2% do peso corporal e 39% de todos os minerais do corpo. Aproximadamente 99% do cálcio está nos ossos e dentes, o restante encontra-se no sangue e fluidos extracelulares e dentro das células de todos os tecidos.

Crianças em crescimento e mulheres grávidas ou na menopausa são as que mais precisam ingerir alimentos com cálcio para que o seu crescimento ocorra de forma saudável e para não adquirir a osteoporose.

Dr. Márcio Silveira: Ortopedista Especialista em Traumatologia Esportiva, Joelho - Adulto e Infantil - e Idoso alimentos ricos em calcio

A ingestão diária recomendada é 1000 a 1200 mg de cálcio por dia. Confira, abaixo, a lista de alimentos ricos em cálcio. Em geral, são todos os leites e seus derivados, no entanto, há muitos alimentos que são ricos em cálcio e que muita gente desconhece.

  • Leite e derivados
  • Aveia
  • Ovo cozido
  • Lentilha
  • Brócolis
  • Agrião
  • Espinafre
  • Couve
  • Amêndoas
  • Açaí
  • Ameixa seca
  • Sardinha
  • Figos secos

 

TEM ALGUMA DÚVIDA? Então deixe uma pergunta nos comentários abaixo, que será respondida.