Painel Fóruns Orientações terapêuticas Conexão cérebro-intestino: serotonina

Este tópico contém resposta, possui 1 voz e foi atualizado pela última vez por  Dr. Márcio Silveira 11/12/2018 at 14:42.

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    Os neurônios intestinais chamam a atenção pela sua farta produção de serotonina, molécula que nos leva ao estado de bem-estar – 90% da serotonina descarregada pelo corpo é fabricada ali. Esse neurotransmissor é importante porque garante o funcionamento adequado do intestino. Mas se sabe que ele ainda pode exercer um efeito sistêmico. O fato é que a serotonina é só um dos mais de 30 mensageiros químicos montados no ventre.

    Essas substâncias são encarregadas de transmitir recados de um lado para o outro e estabelecer comunicação eficiente entre o intestino e o cérebro. Essa conversa acontece diretamente por meio do nervo vago, estrutura que passa pelo tórax e liga o sistema gastrointestinal à cabeça. O nervo vago é uma via de mão dupla: assim como o abdômen manda mensagens para a massa cinzenta, inverso também ocorre. É por isso que, diante de uma situação de estresse, podemos sentir frio na barriga ou vontade de ir ao banheiro.

    intestino-serotonina

    Então, uma conclusão direta é: trate bem do seu intestino, mantenha-o trabalhando sem atravancos, alimente-se saudavelmente que você terá saúde tanto emocional quanto física.

    Uma noite mal dormida, excesso de bebida, fumo e muito açúcar podem interferir no funcionamento do intestino, já que estes fatores modificam o PH intestinal e aceleram o envelhecimento, a falta de vitalidade e podem ainda agravar os quadros de depressão.

    Sabendo disso, você tem mesmo de cuidar de ter uma alimentação rica em água de boa qualidade e fibras orgânicas, que ajudam na limpeza do intestino, fora aportarem com vasta gama de minerais e vitaminas essenciais.

    >>> Como aumentar a serotonina >>>

    Alimentos que fazem bem ao intestino

    Alimentos fundamentais para a saúde do intestino são a aveia, o inhame, o arroz integral e a linhaça.

    E, para aumentar os níveis cerebrais de serotonina precisamos ingerir alimentos que contenham os minerais Cálcio e Magnésio, os quais estimulam a produção de triptofano, o aminoácido precursor da serotonina.

    Ai é que entram as boas fontes de cálcio: requeijão, queijos magros, brócolis e gergelim.

    E as fontes de magnésio: tofu, soja, caju, salmão, espinafre, aveia e arroz integral.

    Microbiota intestinal

    O intestino carrega cerca de 100 trilhões de bactérias, quantidade dez vezes superior ao número de células do corpo. Esse contingente representa de 2 a 3 quilos do peso total de um indivíduo. A microbiota tem papel decisivo na manutenção da saúde. Ela auxilia a digerir alimentos e a nos proteger de infecções.

    Mas é possível prevenir, ou até reverter, desequilíbrios na microbiota intestinal? A resposta é sim. A flora pode ser modulada para que as bactérias boas proliferem. E isso é obtido, em parte, via alimentação, quando se investe nos probióticos, lácteos enriquecidos com micro-organismos benéficos à saúde. Mas fique atento ao rótulo: nem todo iogurte, por exemplo, é probiótico. Repare se a embalagem informa isso e qual sua concentração de bactérias, medida em UFC (unidade formadora de colônia). O produto precisa ter de 2 a 10 bilhões de UFC por dose. Probióticos também estão disponíveis hoje em cápsulas e sachês.

    Só que não dá pra engolir um monte de bichinhos e se esquecer de alimentar a flora local. Essa é a função dos prebióticos. Eles são ricos em fibras solúveis, que o sistema digestivo não aproveita sem a cooperação da microbiota. Tais componentes, encontrados em vegetais como a cebola e a aveia, nutrem as bactérias. E elas, por sua vez, agradecem devolvendo vantagens ao nosso corpo.

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