Ruptura do tendão calcâneo ou de Aquiles

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ruptura do tendão calcâneo

Embora o tendão calcâneo possa suportar tensões grandes ao correr e saltar (submetido a uma força 4 à 7 vezes o peso corporal e nas corridas é ainda maior), é vulnerável a lesões. A ruptura do tendão calcâneo é um rompimento e separação das fibras de modo que já não possa realizar a sua função normal.

Trata-se de evento comum e freqüentemente agudo embora haja relatos de rupturas insidiosas e indolores nos indivíduos mais idosos.

A sintomatologia dos casos agudos aparece imediatamente após uma manobra de dorsiflexão forçada, no arranque da marcha ou corrida.

Acomete mais freqüentemente os homens do que as mulheres (6:1) na faixa etária de 40 anos. O lado mais comumente acometido é o esquerdo.

Diagnóstico da ruptura do tendão calcâneo

É fácil diagnosticar a ruptura do tendão calcâneo pela presença de uma solução de continuidade na massa do tendão, pela prova de Thompson positiva (não ocorre movimentação do pé quando se comprime a panturrilha estando o paciente em decúbito pronado), pela incapacidade de se elevar na ponta do pé e pelo exagero de dorsiflexão do pé acometido.

Para a complementação diagnóstica, especialmente nos casos de ruptura incompleta em que a clínica não é exuberante, podemos nos servir do ultrassom que nos informa com bastante segurança sobre o grau e sítio do comprometimento.

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Eu preciso operar uma ruptura do tendão calcâneo?

O tratamento pode ser conservador, mantendo-se o paciente imobilizado em aparelho gessado (flexão de joelho a 90 graus e equinismo do pé e tornozelo por 8 semanas), ou cirúrgico.

Tratamento da ruptura do tendão calcâneo

Tratamento conservador

Indicado em pacientes idosos (que não irão exercer atividade física intensa), portadores de doenças sistêmicas (como Diabetes Mellitus), usuários de corticóides por longo período, más condições de pele local que dificulte a cicatrização (úlceras, varizes). Utiliza-se um gesso fechado por 03 meses para tratamento da ruptura do tendão calcâneo. O 1º gesso com o tornozelo em 15º de flexão plantar por 30 dias. No 2º gesso, o pé é colocado em 90º e permitido o apoio. Após 90 dias de imobilização é encaminhado para fisioterapia (fortalecimento muscular). O paciente inicialmente deve usar calçados com saltos elevados para impedir a dorsiflexão súbita (o tendão ainda não está suficientemente elástico). Alguns autores tem proposto o gesso fechado apenas por 30 dias seguido de órteses removíveis. Isso para poder fazer a fisioterapia (afirmam que a mobilização precoce acelera a recuperação do tecido) .

Tratamento cirúrgico

Possibilita reabilitar o paciente em um menor tempo que o tratamento conservador além do menor risco de nova rotura. Existem inúmeras técnicas eficazes de sutura e a vias de acesso.

Tratamento especializado e individualizado em Brasília / DF.

sutura da ruptura do tendão de aquiles
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Perguntas frequentes

Como é feita a cirurgia de tendão calcâneo?2020-02-27T08:00:13-03:00

A abordagem é por via aberta (método tradicional, onde o cirurgião faz uma incisão aberta para aceder ao tendão de Aquiles lesado). Isso começa com uma incisão feita na parte de trás da perna, logo acima do calcâneo (osso do calcanhar). É observado a lesão e suturada, com fechamento dos planos de abertos. Imobilizado com uma tala no pós-operatório e uso de muletas.

Quanto tempo dura uma cirurgia de tendão de Aquiles?2020-02-27T07:49:26-03:00

A cicatrização ocorrem em 6 a 8 semanas em média, no entanto o prazo para reabilitação após uma lesão do tendão de Aquiles demanda um tempo maior, que vai variar de acordo com o tipo de tratamento adotado e das características individuais do paciente.

Como saber se o tendão calcâneo está rompido?2020-02-27T07:47:07-03:00
Os sinais e sintomas do rompimento do tendão do calcâneo geralmente são:
  1. Dor na panturrilha com intensa dificuldade para caminhar;
  2. Ao palpar o tendão pode ser possível observar sua descontinuidade;
  3. Normalmente a pessoa relata que ouviu um estalido no momento em que o tendão rompeu;

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2020-08-29T15:26:35-03:00

Sobre o Autor:

Dr. Márcio R. B. Silveira, formado em 2006 pela faculdade federal de medicina da Universidade de Brasília (UnB), com especialização, no ano de 2009, em Traumatologia e Ortopedia pela residência da Secretária de Saúde de Brasília / DF, em sua rede pública de hospitais, com subespecialização, no ano de 2012, em cirurgia do joelho e traumatologia esportiva em Belo Horizonte / MG, acompanhando os médicos do Cruzeiro Esporte Clube e os serviços dos hospitais Maria Amélia Lins, Lifecenter, Belo Horizonte, Belvedere e João XXIII. Atuante principalmente no tratamento de lesões de cartilagem, buscando sua reparação e transplante; lesões de menisco com sutura em crianças e reparo; rupturas ligamentares articulares e sua reconstrução biológica e prevenção; tratamento da artrose, com medidas medicamentosas e artroplastias; tendinites e rompimento de tendões provocadas tanto por atividades esportivas, como por alterações degenerativas; fraturas em idosos que apresentam ossos mais frágeis; e enfoque na reabilitação muscular e postural. Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Joelho, Traumatologia Esportiva e Ortopedia do Idoso, atende em Brasília / DF, na sua clínica Salus e Consolidação Ortopedia, Fisioterapia e Acupuntura, fornecendo tratamento conservador e operatório no Plano Piloto, Asa Norte, Taguatinga e Ceilândia.

6 Comentários

  1. Carlos Roberto 18 de março de 2019 em 22:03- Responder

    Dr. Marcio, minha esposa Maria de Lourdes num acidente rompeu o tendão de Aquiles, fez a cirurgia há 6meses há 3 meses faz fisioterapia mas o pé continua sem mobilidade e a incisão não fecha fica sempre surgindo uma casca. A fisioterapeuta trabalha para remover uma aderencia mas até hoje nada evoluiu. Gostaria de marcar uma consulta

  2. drmarciosilveira 18 de março de 2019 em 22:53- Responder

    Claro Carlos, pode marcar que avalio a melhor alternativa de tratamento para sua esposa, primeira coisa é descobrir o motivo do tornozelo ter ficado rígido: https://drmarciosilveira.com/pacientes/consultas/

  3. Rejane 17 de julho de 2019 em 14:24- Responder

    Oi doutor sou de Brasília e meu tendão esta rompido, mas consigo andar e movimentar os pes so não dar pra fica na ponta dos pés. O que devo faz pois tmb tenho lúpus e o medico reumatologista não me indicou nada só um calcio

  4. drmarciosilveira 17 de julho de 2019 em 15:03- Responder

    Oi, Rejane, temos primeiro que avaliar algumas coisas importantes. É aguda ou crônica? Ou seja, rompeu recente, menos de 3 semanas, ou já tem alguns meses? A sua outra doença, o LES, está controlado? Ou você está em crise? Sua idade e nível de atividades? Precisa fazer muito exercício ou fica mais em casa? Tolera a restrição de fraqueza no membro rompido? Ou precisa da flexão plantar para o seu dia-a-dia?

  5. Polyana 25 de julho de 2020 em 08:04- Responder

    Dr.Márcio sofri um acidente e no acidente meu tendão cortou, isso já tem anos, fui no médico coloquei gesso, más depois minha família não me levou mais. Tenho o movimento da perna más sinto muita dor ainda, tem uma cicatriz orrorosa.oque devo fazer?

  6. drmarciosilveira 25 de julho de 2020 em 20:56- Responder

    Oi, Polyana (Contagem – MG), como foi lesão devido corte, expõe todos os tecidos do tendão com o subcutâneo (o tendão é separado por uma membrana para poder deslizar), que ao cicatrizar, cria uma fibrose (cicatriz) única, sem separação. Deve ser isso que aconteceu, uma fibrose formando aderências. Outra hipótese seria uma infecção crônica, só que não relatou saída de secreção da ferida. Mais uma hipótese pode ser que lesou um nervo e formou um neuroma. De qualquer forma, tem de avaliar com um ortopedista e pode ser necessário uma cirurgia para retirar a fibrose, infecção ou neuroma e, dependendo do caso, reforço do tendão, associado a uma reabilitação intensa na fisioterapia.

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