Ao contrário do que se pode pensar, o LCA é um tecido vivo, ou seja, possui células vivas. Portanto, ele não é simplesmente um tecido inanimado que funciona como uma corda que fixa a tíbia (osso da perna) ao fêmur (osso da coxa), dando firmeza ao joelho. Dentre as várias células que povoam o LCA, existem células muito especiais, chamadas de mecanorreceptores. Esses mecanorreceptores são para o joelho como os nossos órgãos de sentido.

 

, Sistema de sensores do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho, Dr. Márcio Silveira: Especialista em Joelho Adulto e Infantil, Traumatologia Esportiva e Idoso

 

O LCA possui um sistema de sensores que auxiliam os movimentos do joelho. Isso é muito importante pra quem quer evitar ou já sofreu a lesão do LCA.

 

Como funcionam os sensores do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho?

 

Os mecanorreceptores são capazes de perceber os movimentos do joelho. Eles sabem, por exemplo, se o joelho está parado, ou se ele está fazendo um movimento rápido ou mais lento. Quando eles detectam os movimentos do joelho, eles informam todos esses sinais para o cérebro. Assim, o nosso cérebro consegue coordenar melhor os movimentos do joelho. Esse é o motivo do membro afetado perde massa muscular muito rápido e ter dificuldade de ganho, comparado com o contralateral.

 

Prevenção de lesões do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho

 

O mais interessante disso tudo é que você pode treinar esse sistema de sensores do seu joelho. Isso se chama treino proprioceptivo. Com treinos específicos para os movimentos do joelho, é possível melhorar a percepção dos movimentos, bem como a resposta reflexa às necessidades do joelho para cada situação (ex.: futebol, vôlei, basquete, etc).

 

Como ficam os sensores em quem já rompeu o LCA?

 

Sempre que o ligamento rompe, há perda dos sensores de movimento do joelho. Então, as pessoas que não operam tem de se adaptar sem esses sensores. Saiba mais sobre o tratamento sem operação do LCA >

 

As pessoas que fazem a cirurgia para reconstrução do LCA, após operar, uma parte desses sensores é recuperada. Com isso, a pessoa operada tem maior chance de se adaptar ao “novo joelho”. Pra melhorar essa adaptação, é importante fazer a reabilitação de forma adequada, respeitando as orientações.

 

Sobre o Dr. Márcio Silveira, especista em joelho, ortopedia do idoso e traumatologia esportiva em Brasília / DF >
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