Tendinopatia quadricipital

 

A tendinopatia quadricipital caracteriza-se pela lesão e inflamação do tendão do quadriceps a nível da sua inserção no joelho, causando dor na região superior do joelho.

 

Este músculo estende-se da região pélvica e fémur até à rótula e é responsável pela extensão da perna e pelo controlo da flexão durante atividades em carga, como levantar um peso.

 

Ele está particularmente ativo na corrida em velocidade ou em atividades que envolvam saltos ou pontapés. Durante a contração do quadriceps, é exercida tensão sobre o tendão e, se essa tensão for excessiva, por atividades repetidas ou excessivas, ocorre lesão do tendão à qual se segue inflamação.

 

Embora possa ocorrer em qualquer idade, é mais comum nos atletas mais idosos.

 

Tendinopatia patelar

 

A tendinite patelar, também conhecida por “jumper’s knee” ou joelho do saltador, caracteriza-se por uma dor focal na região infra-patelar (abaixo da rótula do joelho) no trajeto do tendão patelar. Possui incidência de cerca de 20% em atletas de salto, incluindo voleibol, basquete, handebol e atletismo, mas pode acometer praticantes de outros esportes como futsal, futebol, corrida e até não esportistas.

 

Mais comumente observada em adultos jovens, a tendinite patelar está associada à flexibilidade diminuída da musculatura posterior da coxa (isquiotibial) e a movimentos repetitivos de contração extrínseca (o músculo permanece contraído enquanto há alongamento das fibras musculares) do mecanismo extensor do joelho, também conhecido como quadríceps femoral.

 

Inicialmente, a tendinite patelar se apresenta por dor insidiosa na borda inferior da patela, principalmente após a prática esportiva. Mais tarde a dor pode inclusive aparecer durante a atividade física e em flexão prolongada dos joelhos limitando o desempenho.

 

Diagnóstico da tendinopatia do aparelho extensor do joelho

 

, Tendinopatia do Aparelho Extensor do Joelho, Dr. Márcio Silveira: Especialista em Traumatologia Esportiva, Joelho Adulto e Infantil e Idoso

 

O diagnóstico se faz basicamente através de boa história e exame clínico. Radiografias simples geralmente são normais, mas fazem parte do exames complementares para diagnóstico. Ultrassonografia é o exame mais utilizado para confirmação diagnóstica enquanto a ressonância magnética é indicada para casos crônicos, reincidentes ou para planejamento de tratamento cirúrgico se este for o caso.

 

Tratamento depende da gravidade

 

Na maioria dos casos são obtidos bons resultados com tratamento conservador. Este inclui crioterapia, repouso relativo de acordo com a dor, modificação de intensidade e tipo de atividade física. A reabilitação se dá através de fisioterapia. Uma orientação importante aos pacientes é a de sempre se lembrar do alongamento pré e pós atividade física e esportiva. Em especial para tendinite patelar é fundamental o alongamento do quadríceps femoral (anterior da coxa) e da musculatura flexora que fica na porção posterior da coxa.

 

Nos casos mais graves, crônicos e reincidentes, o tratamento cirúrgico pode ser indicado. No entanto, vale ressaltar que cada caso deve ser avaliado e tratado individualmente e que independente do grau procure um especialista para receber assistência adequada, maximizando as chances de bons resultados no tratamento da tendinite patelar.

 

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