Resulta da metaplasia condroide do tecido sinovial articular, podendo ocorrer ao longo de bainhas tendíneas e bolsas sinoviais. Pode ser primária ou secundária a stress mecânico ou inflamatório. Embora seja um processo neoplásico benigno, pode ser agressivo, inclusive com envolvimento extracapsular.

O termo osteocondromatose, anteriormente utilizado, nem sempre reflete os achados histológicos, visto que as lesões condrais podem ou não apresentar ossificação endocondral. A condromatose sinovial diferencia-se da osteocondromatose por não apresentar sempre a calcificação seguida de ossificação e, portanto, nem sempre todos os casos são visíveis radiograficamente.

Corpos livres

Alguns ou numerosos nódulos tornam-se pediculados e são liberados para o interior da articulação, permanecendo como corpos livres nutridos pelo líquido sinovial, podendo aumentar seu tamanho.

Ocorre mais comumente em homens de modo monoarticular. O joelho é a principal sede, seguido pelo quadril.

Diagnóstico

Os achados de imagem na tomografia computadorizada (TC) e na ressonância magnética (RM) são frequentemente patognomônicos, tendo como características o espessamento sinovial lobular associado a múltiplos corpos livres intra-articulares, com padrão de calcificação condroide, inicialmente aderidos à sinóvia.

condromatose sinovial

O tratamento cirúrgico geralmente consiste em sinovectomia com desbridamento e exérese dos corpos livres.

O tratamento da condromatose sinovial exige a limpeza da articulação, feita por artroscopia, uma vez que o problema principal acaba sendo de natureza mecânica. A limpeza articular, porém, não impede que a sinóvia continue produzindo novos grãos de cartilagem. A doença é benigna. Analgésicos e anti-inflamatórios aliviam a dor, mas não resolvem o problema dos inúmeros corpos livres articulares.

A recorrência após tratamento cirúrgico é descrita, podendo ocorrer.

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