Considera-se uma postura do idoso correta o alinhamento do corpo com eficiência fisiológica e biomecânica máxima, o que minimiza os estresses e as sobrecargas sofridas ao sistema de apoio pelos efeitos da gravidade.

A postura do idoso está relacionada à coordenação, ao equilíbrio e ao controle postural. Um dos principais problemas associados ao envelhecimento humano é a redução da habilidade para controlar a postura e a marcha.

Um dos principais problemas associados ao envelhecimento humano é a redução da habilidade para controlar a postura e a marcha. Estima-se que a prevalência de queixas de equilíbrio na população acima de 65 anos chega a 85%, estando associada a várias etiologias e podendo se manifestar como desequilíbrio, desvio de marcha, instabilidade, náuseas, tonturas, vertigens e quedas frequentes.

Atualmente, as fraturas decorrentes de quedas são responsáveis por aproximadamente 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos e da diminuição da independência funcional.

Estudos têm demonstrado associações entre controle postural e alteração do equilíbrio relacionadas à idade acima de 75 anos. Estima-se que a prevalência de queixas de equilíbrio nessa população chega a 85%, gerando disfunções biomecânicas e dependência funcional, podendo resultar em quedas frequentes responsáveis por aproximadamente 70% das mortes acidentais nos idosos.

postura do idoso

Chegar a uma idade avançada da vida em pleno uso de sua independência funcional é certamente um desejo comum do indivíduo para gozo de desempenho de suas funções.

A postura do idoso

A modificação da postura ereta em pé é uma das mudanças que ocorrem no sistema osteomuscular em consequência da idade. Parece haver um consenso entre os autores que têm estudado a postura corporal dos idosos de que com o avanço da idade são mais perceptíveis os desvios posturais.

Manifestam-se principalmente no plano sagital, apresentando algumas características como o aumento da curvatura cifótica da coluna torácica, a diminuição da lordose lombar, o aumento do ângulo de flexão do joelho, o deslocamento da articulação coxofemoral para trás e a inclinação do tronco para diante, acima dos quadris.

Algumas alterações nas curvaturas da coluna vertebral como hipercifose torácica e hiperlordose lombar quase sempre estão presentes em indivíduos idosos, principais modificações na postura do idoso.

A hipercifose é um aumento no ângulo da cifose dorsal fisiológica e geralmente aparecendo como consequência de uma hiperlordose lombar, com a finalidade de manter o equilíbrio postural da coluna vertebral, devido ao deslocamento do seu centro de gravidade. Já a hiperlordose relata ser a deformidade mais importante que surge como consequência da flexão da cintura pélvica, com inclinação do conjunto de vértebras sacrais para frente.

Dessa forma, a lordose lombar se acentuaria com a finalidade de equilibrar o sistema, provocando diminuição da flexão do tronco, aumento da cifose dorsal e aumento da lordose cervical.

Controle da alteração postural

Os distúrbios da marcha e do equilíbrio podem representar um problema de saúde sério com o avanço da idade, e portanto, alterar a postura do idoso. As quedas estão intimamente ligadas à postura e à marcha, que, por sua vez, sofrem várias influências do envelhecimento normal e patológico.

Apesar de queda ser um problema multifatorial, é possível que indivíduos com déficits posturais, principalmente idosos, possam ser incapazes de gerar respostas adequadas posturais durante, por exemplo, a posição prolongada de pé. Isso pode levar à fadiga e, finalmente, contribuir para o risco de queda.

Os idosos praticantes de atividade física apresentam fatores que favorecem para uma curvatura fisiológica, desta forma, a inclusão do idoso em um programa de exercícios físicos regular, possibilita a prevenção efetiva de perdas funcionais associadas ao envelhecimento. A melhora da postura do idoso pode ser feita na reeducação postural global (RPG) e no Pilates.

A prática de exercícios físicos mantém a capacidade funcional e independência dos idosos, melhora o controle postural, reduz o risco de doenças cardiovasculares e pode ter relação com a postura corporal. Dos estudos que investigaram essa relação, a maioria verificou melhora da postura dos idosos.

O exercício físico produz alterações como, por exemplo, redução da anteriorização da cabeça, redução da protração da cintura escapular e correção no alinhamento da articulação do quadril e menor angulação da cifose torácica.

Realizar atividade física de forma regular auxilia na manutenção da força e resistência muscular, prevenindo, assim, problemas posturais, articulares e lesões musculoesqueléticas, contribuindo para a manutenção da postura do idoso corporal adequada durante o processo de envelhecimento e mantendo a qualidade de vida e independência funcional do indivíduo idoso.

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