Fraturas do rádio distal ou do punho

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fraturas do rádio distal - colles

As fraturas do rádio distal ocorrem quase sempre a cerca de 2,5 cm da extremidade do osso. Contudo, podem ocorrer de várias formas diferentes.

As Fraturas do rádio distal, mais conhecida como fatura do punho, é bem comum de se acontecer e simples de ser tratado.

  • 3% das fraturas que ocorrem no corpo
  • Incidência alta (muito comum) com números de estatísticas americanas com mais de 640.000 casos por ano.
  • Ocorre mais em 2 populações:
    – Dos 5 aos 24 anos – geralmente homens – traumas de alta energia (quedas de altura/ queda de moto e bicicleta/ acidente automobilístico/ prática do esporte – queda).
    – Idosos (acima de 60 anos) – geralmente em mulheres (pelo fator de risco da osteoporose) – traumas de baixa energia (queda da própria altura – tombo)

Causa das fraturas do rádio distal

A causa mais comum da fratura distal do rádio é a queda sobre o braço estendido.

A osteoporose (doença que faz com que os ossos fiquem muito frágeis e mais fáceis de quebrar) pode fazer com que uma queda relativamente simples resulte em um punho fraturado. Muitas fraturas do rádio distal em pessoas com mais de 60 anos de idade são causadas pela queda da própria altura.

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O punho pode ser quebrado mesmo quando os ossos são saudáveis, se a força do trauma for grande o suficiente. Por exemplo, um acidente de carro ou a queda de uma bicicleta podem gerar força suficiente para quebrar o punho.

A boa saúde dos ossos ainda é uma importante opção de prevenção. Protetores de punho podem ajudar a prevenir algumas fraturas, mas não conseguem impedir todas.

Sintomas das fraturas do rádio distal

O punho quebrado normalmente causa dor imediata, dor à palpação, hematoma e inchaço. Em muitos casos, o punho assume uma orientação incomum ou angulada (deformidade).

Exame médico

Se a lesão não for muito dolorosa, e se o punho não estiver deformado, pode ser possível aguardar até o dia seguinte para consultar o médico. O punho pode ser protegido com uma tala. Até que o médico examine o punho, uma compressa de gelo pode ser aplicada e o punho pode ficar elevado.

Se a lesão estiver muito dolorosa, se o punho estiver deformado ou dormente, ou se os dedos não estiverem rosados, é necessário procurar um pronto-atendimento.

O médico solicitará radiografias do punho para confirmar o diagnóstico. A radiografia é a técnica de diagnóstico por imagem mais comum e acessível. Ela mostra se o osso está quebrado e se há deslocamento (um espaço entre os ossos quebrados). Ela também pode mostrar em quantos pedaços o osso está quebrado.

fraturas do rádio distal

Quais os fatores que influenciam no tratamento

Existem 5 fatores preponderantes para definir o tratamento para fraturas do rádio distal:

  • Idade maior 60 anos
  • Se a fratura é articular
  • Tem outra lesão associada com a fratura (exemplo uma fratura da ulna)
  • Se o Ângulo de deslocamento do radio esta muito alterado mesmo após uma redução (em termos médicos chama-se tilt dorsal > 20 graus)
  • Caso exista fragmentação da parte dorsal do radio distal ( o que da sustentação ao osso). Isso também determina um prognóstico ruim para deslocamento dorsal.

Se pelo menos 3 critérios desses estiver presentes a cirurgia é a melhor indicação.

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Tratamento sem cirurgia

Em geral fica uma tala ou gesso da axila ao punho por 4 semanas (que mantém o cotovelo imobilizado também) e após substitui-se esse por uma tala antebraquiopalmar por 2 semanas.

O tratamento das fraturas do rádio distal em geral dura 6 semanas. Alguns casos podem ter duração menor. Retorno as atividades simples (ex: como dirigir, lavar uma louça, ou outras que não exijam força), sem o uso de tala em geral é permitido a partir da 6 semana. Pode ocorrer antes dependendo do caso. Exercícios vigorosos geralmente são liberados a partir das 12 semanas do tratamento.

Tratamento cirúrgico

Pode ser realizado com os seguintes materiais:

  • Placas e parafusos
  • Fios de aço
  • Fixador externo

Cada caso tem sua indicação. Apesar de os resultados entre a placa e o fixador serem muito similares há vantagens e desvantagens de cada método

Reabilitação e retorno às atividades após fraturas do rádio distal

A maioria das pessoas retorna às atividades anteriores depois de fraturas do rádio distal. A natureza da lesão, o tipo de tratamento recebido e a resposta do corpo ao tratamento têm, todos, impacto, portanto a resposta de cada indivíduo é diferente.

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Quase todos os pacientes terão alguma rigidez no punho. Normalmente, ela diminuirá no primeiro ou no segundo mês após a retirada do gesso, ou depois da cirurgia, e continuará a melhorar por pelo menos 2 anos. Se o médico achar necessário, será iniciada fisioterapia em alguns dias ou semanas depois da cirurgia, ou logo após o último gesso ser retirado.

A maioria dos pacientes será capaz de retomar as atividades leves, como nadar ou exercitar os membros inferiores na academia, em até 1 ou 2 meses depois da retirada do gesso, ou em até 1 ou 2 meses depois da cirurgia. Atividades vigorosas, como esquiar ou jogar futebol, podem ser retomadas entre 3 e 6 meses depois da lesão.

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Perguntas frequentes

O que acontece se quebrar o pulso?2020-03-23T07:39:42-03:00

Já no local do acidente, nos casos mais graves, a deformidade gerada pela fratura do punho é bem evidente. O punho fica angulado, semelhante à forma de um garfo. Já nos casos leves, o que se observa, é um inchaço e dor no dorso do punho.

O que é fratura distal do rádio?2020-03-23T07:38:38-03:00

​​​A fratura mais comum do punho é a do rádio distal (osso que se estende pela parte lateral do antebraço e vai do cotovelo até o punho). Esse tipo de fratura representa, aproximadamente, um sexto de todas aquelas do corpo humano e geralmente ocorre em quedas nas quais há impacto no punho.

Como acontece uma fratura de rádio distal?2020-03-23T07:37:35-03:00
As fraturas do rádio distal geralmente resultam de queda sobre a mão estendida. A maioria das fraturas distais do rádio tem desvio ou angulação dorsal (algumas vezes chamada de fratura de Colles); são comuns, especialmente entre os idosos.

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2020-06-07T17:36:20-03:00

Sobre o Autor:

Dr. Márcio R. B. Silveira, formado em 2006 pela faculdade federal de medicina da Universidade de Brasília (UnB), com especialização, no ano de 2009, em Traumatologia e Ortopedia pela residência da Secretária de Saúde de Brasília / DF, em sua rede pública de hospitais, com subespecialização, no ano de 2012, em cirurgia do joelho e traumatologia esportiva em Belo Horizonte / MG, acompanhando os médicos do Cruzeiro Esporte Clube e os serviços dos hospitais Maria Amélia Lins, Lifecenter, Belo Horizonte, Belvedere e João XXIII. Atuante principalmente no tratamento de lesões de cartilagem, buscando sua reparação e transplante; lesões de menisco com sutura em crianças e reparo; rupturas ligamentares articulares e sua reconstrução biológica e prevenção; tratamento da artrose, com medidas medicamentosas e artroplastias; tendinites e rompimento de tendões provocadas tanto por atividades esportivas, como por alterações degenerativas; fraturas em idosos que apresentam ossos mais frágeis; e enfoque na reabilitação muscular e postural. Médico ortopedista especialista em Cirurgia do Joelho, Traumatologia Esportiva e Ortopedia do Idoso, atende em Brasília / DF, na sua clínica Salus e Consolidação Ortopedia, Fisioterapia e Acupuntura, fornecendo tratamento conservador e operatório no Plano Piloto, Asa Norte, Águas Claras, Taguatinga e Ceilândia.

2 Comentários

  1. Teresinha Francisco Pereira 28 de agosto de 2019 em 18:38- Responder

    Boa noite, estou pesquisando para o meu Pcc ajudou muito.

    • drmarciosilveira 30 de agosto de 2019 em 08:53- Responder

      Que bom, muito sucesso!

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