Fratura da tíbia (osso da perna ou canela) e tratamento

A fratura da tíbia, ocorre no osso mais importante da perna ou osso da canela, que é o osso longo mais comumente fraturado em seu corpo. Os ossos longos incluem o fêmur, úmero, tíbia e fíbula. Uma fratura do eixo tibial ocorre ao longo do comprimento do osso, abaixo do joelho e acima do tornozelo.

Como normalmente leva uma grande força para quebrar um osso longo, outras lesões ocorrem frequentemente com estes tipos de fraturas.

Eu preciso operar uma fratura da tíbia e fíbula?

Ao planejar o seu tratamento para fraturas da tíbia, seu médico irá considerar várias coisas, incluindo:

  1. A causa de sua lesão
  2. Sua saúde geral
  3. A gravidade da sua lesão
  4. A extensão dos danos aos tecidos moles
Fratura da tíbia

Anatomia

A extremidade inferior dos membros inferiores é constituído por dois ossos: tíbia e fíbula. A tíbia é o maior osso dos dois. Ela suporta a maioria de seu peso e é uma parte importante da articulação do joelho e do tornozelo. O osso da tibia é muito denso e tem um formato triangular na diáfise, com pouca cobertura de partes moles (músculo e subcutâneo) em sua porção ântero-medial.

Tipos de fratura da tíbia diafisárias

A fratura da tíbia pode quebrar de várias maneiras. A gravidade da fratura geralmente depende da quantidade de força que causou a ruptura. A fíbula é muitas vezes quebrada também.

Os tipos mais comuns de fraturas da tíbia incluem:

Fratura estável

Este tipo de fratura é pouco deslocada. As extremidades dos ossos quebrados basicamente estão alinhados corretamente. Em uma fratura estável, os ossos costumam ficar no local durante a cicatrização.

Fratura deslocada

Quando um osso quebra e é deslocado, as extremidades quebradas são separadas e desalinham. Estes tipos de fraturas geralmente requerem redução por manipulação ou cirurgia para colocar os pedaços juntos novamente.

Fratura transversa

Este tipo de fratura tem uma linha de fratura horizontal. Esta fratura pode ser instável, especialmente se a fíbula também está quebrada.

Fratura oblíqua

Este tipo de fratura tem um padrão angular e normalmente é instável. Se uma fratura oblíqua é inicialmente estável ou minimamente deslocadas, ao longo do tempo pode sair do lugar se não imobilizar adequadamente. Isto é especialmente verdade se a fíbula não está quebrada.

Fratura em espiral

Este tipo de fratura é causada por uma força de torção. O resultado é uma linha de fractura em forma de espiral sobre o osso, como uma escada giratória. Fratura em espiral pode ser deslocada ou estável, dependendo da quantidade de força que resultou na fratura.

Fratura cominutiva

Este tipo de fratura é muito instável. O osso estilhaça-se em três ou mais pedaços.

Fratura exposta

Quando os ossos quebrados rompem a pele, ocorre a chamada de fratura exposta ou aberta. Por exemplo, quando um pedestre é atingido pelo pára-choques de um carro em movimento, a tíbia quebrada pode sobressair através de um rasgo na pele e outros tecidos moles.

As fraturas expostas muitas vezes envolvem muito mais danos aos músculos que rodeiam, tendões e ligamentos. Elas têm um maior risco de complicações e levam mais tempo para cicatrizar.

Fratura fechada

Com esta lesão, os ossos quebrados não rompem a pele. Apesar de a pele não estar lesada, os tecidos internos moles ainda podem ser danificados. Em casos extremos, inchaço excessivo pode cortar o fornecimento de sangue e levar a morte do músculo e, em raros casos, até amputação.

Causas de fratura da tíbia

Ocorrem devido colisões de alta energia, como um acidente de automóvel ou motocicleta, são causas comuns de fraturas da tíbia diafisárias. Em casos como estes, o osso pode ser quebrado em vários pedaços (fratura cominutiva).

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Lesões desportivas, tais como uma queda enquanto esquiava ou chocar-se em outro jogador de futebol, são situações com impactos de baixa energia que podem causar fraturas diafisárias de tíbia. Essas fraturas são geralmente causadas por uma força de torção e resultam em fraturas de um tipo oblíqua ou em espiral.

Sintomas da fratura da tíbia

Os sintomas da fratura da tíbia mais comuns de uma fratura diafisária da tíbia são:

  • Dor
  • Incapacidade de andar ou colocar peso sobre a perna
  • Deformidade ou instabilidade da perna
  • Osso “marcando” a pele ou salientes através de uma ruptura na pele
  • Perda ocasional da sensibilidade no pé

Fraturas da tíbia

Exame ortopédico na fratura da tíbia

É importante que o seu médico saiba as circunstâncias de sua lesão. Por exemplo, se você caiu de uma árvore, até onde você caiu? É tão importante para o seu médico saber se você sofreu quaisquer outras lesões e se você tiver outros problemas médicos, tais como diabetes. O médico também precisa saber se você toma qualquer medicação.

Depois de discutir os seus sintomas e história médica, o médico fará um exame cuidadoso. Ele irá avaliar o seu estado geral, e então se concentrar em sua perna. O seu médico irá procurar por:

  1. Deformidade óbvia, como angulação ou encurtamento (as pernas não têm o mesmo comprimento)
  2. Ferimentos na pele
  3. Contusões (nódoas negras)
  4. Edema (inchaço)
  5. Proeminências ósseas sob a pele
  6. Instabilidade (alguns pacientes podem manter um certo grau de estabilidade se a fíbula permanece intacta ou a fratura é incompleta)

Após a inspeção visual, o seu médico vai palpar ao longo de sua perna para ver se há anormalidades e fratura da tíbia. Se você está acordado e alerta, o médico irá testar a sua sensibilidade e força muscular, pedindo-lhe para mover os dedos dos pés e ver se pode sentir diferentes áreas sobre o seu pé e tornozelo.

Exames de imagem na fratura da tíbia

Exames de imagem que podem ajudar o médico a confirmar a sua fratura da tíbia incluem:

Radiografias (Raios-X)

Raios-X pode mostrar se o osso está quebrado e se há deslocamento (afastamento entre os ossos quebrados). Podem também mostrar quantos pedaços de osso existem. Os raios-X são também úteis para identificar o envolvimento do joelho ou articulação do tornozelo, e a presença de uma fratura da fíbula.

Tomografia computadorizada (TC)

Depois de revisar seus raios-x, o médico pode recomendar uma tomografia computadorizada de sua perna. Isto é feito frequentemente se há uma dúvida se a fratura estende-se tanto para o joelho ou para o tornozelo. A TC mostra uma imagem em corte transversal do seu membro. Ela pode fornecer ao seu médico informações valiosas sobre a gravidade da fratura, mas apresenta desvantagem de exposição a uma alta carga de radiação.

Tratamento para fratura da tíbia ou ossos da perna

Tratamento para fraturas da tíbia

Desvios aceitáveis: limites para tratamento conservador

  • Até 5º de angulação no AP ou P
  • Até 15 mm de encurtamento
  • Até cominuição de 1 terço do diâmetro

Observação: Jupiter diz que é até ½ do diâmetro (Tscherne)

Tratamento para fraturas da tíbia conservador

Tratamento para fraturas da tíbia conservador pode ser recomendado para pacientes que:

  • São pobres candidatos à cirurgia devido a problemas de saúde em geral
  • São menos ativas, por isso são mais capazes de tolerar pequenos graus de angulação ou diferenças no comprimento da perna
  • Têm fraturas fechadas com apenas dois fragmentos de ossos e pouco deslocamento

Tratamento inicial: A maioria das lesões causam algum inchaço nas primeiras semanas. O seu médico pode, inicialmente, aplicar uma tala para proporcionar conforto e apoio. Ao contrário de um gesso, uma tala pode se expandir e permite que o inchaço aconteça de forma segura. Depois que o inchaço diminuir, o seu médico irá considerar um leque de opções de tratamento.

Gesso e imobilização funcional: Um método de tratamento conservador é imobilizar a fratura em um gesso para a cura inicial. Após semanas de imobilização, pode ser substituído com uma imobilização funcional (sarmento). A imobilização vai proporcionar proteção e apoio até que a cura seja completa. Após um período pode ser utilizado uma tala que permite a você tirá-la para questões de higiene e para a fisioterapia.

>>> Conheça mais sobre o tratamento conservador das fraturas da tíbia >>>

Tratamento para fraturas da tíbia operatório

O seu médico pode recomendar uma cirurgia para tratamento das fraturas da tíbia se:

  • Uma fratura aberta com feridas que necessitam de monitoramento
  • Extremamente instável devido a fragmentos de osso e graus muitos grandes de deslocamento
  • Não curou com métodos não-cirúrgicos

Haste Intramedular: A forma atual mais popular de tratamento cirúrgico para fraturas de tíbia é intramedular. Durante este procedimento, uma haste de metal especialmente concebido é inserido a partir da frente do joelho para baixo para dentro do canal da medula da tíbia. A haste passa através da fratura para mantê-la em posição.

Hastes intramedulares vêm em vários comprimentos e diâmetros para caber na maioria dos ossos. A haste é aparafusada ao osso em ambos os extremos. Isso mantém a haste e o osso na posição correta durante a cicatrização.

Esse método de fixação não é o ideal para as fraturas em crianças e adolescentes porque os cuidados devem ser tomados para evitar cruzar as placas de crescimento do osso.

Placas e parafusos: Fraturas diafisárias de tíbia podem ser tratadas com construções de placa e parafuso, principalmente utilizando técnicas minimamente invasivas com passagem submuscular. Contudo são mais utilizadas em certas fraturas que se estendem até o joelho ou tornozelo.

Durante este tipo de procedimento, os fragmentos ósseos são primeiramente reposicionados (reduzidos) em seu alinhamento normal. Eles são mantidos juntos com parafusos especiais e as placas de metal que aderem à superfície exterior do osso.

Fixação externa: Neste tipo de operação, pinos de metal ou parafusos são colocados dentro do osso acima e abaixo do local da fratura. Os pinos e os parafusos são ligados a uma barra por fora da pele. Este dispositivo é uma armação para estabilização que mantém os ossos na posição correta para que eles possam consolidar.

Tratamento para fraturas da tíbia

Recuperação

Quanto tempo leva para voltar às atividades diárias varia de acordo com diferentes tipos de tratamento para fraturas da tíbia. Algumas fraturas diafisárias de tíbia curam dentro de 4 meses, mas muitos podem demorar 6 meses ou mais para cicatrizar. Isto é particularmente verdadeiro com fraturas expostas e fraturas em pacientes que são menos saudáveis.

  • Movimentação precoce: Muitos médicos incentivam o movimento da perna no início do período de recuperação. Por exemplo, se lesão do tecido mole está presente com a fratura, o joelho, o tornozelo, o pé e os dedos podem ser mobilizados precocemente, a fim de evitar rigidez.
  • Fisioterapia: Enquanto você está usando o gesso ou tala, provavelmente vai perder a força muscular na área lesada. Exercícios durante o processo de cura e após a imobilização ser removida são importantes. Eles irão ajudá-lo a restaurar a força muscular normal, mobilidade articular e flexibilidade.
  • Descarga de peso corporal: Quando você começar a andar, você provavelmente precisará usar muletas ou andador.

É muito importante seguir as instruções do seu médico para colocar peso sobre a perna lesionada para evitar problemas. Em alguns casos, o médico irá permitir que os pacientes coloquem tanto quanto possível o peso sobre a perna após a cirurgia. No entanto, você deve sempre seguir as instruções específicas dadas pelo seu cirurgião.

Dor na fratura geralmente pára muito antes de o osso estar sólido o suficiente para lidar com as tensões do cotidiano. Se o osso não está curado e você colocar peso sobre ele muito cedo, poderia deixar de cicatrizar. Se isso ocorrer, pode ser necessário um segundo procedimento cirúrgico, com enxerto ósseo ou fixação de revisão.

Tratamento especializado e individualizado em Brasília / DF.

Complicações

A fratura diafisária da tíbia pode causar mais danos e complicações:

  • Fragmentos afiados podem cortar ou rasgar músculos adjacentes, nervos ou vasos sanguíneos.
  • Inchaço excessivo pode causar síndrome do compartimento, uma condição na qual o fornecimento de sangue para a perna é suprimido. Isso pode resultar em consequências graves e requer cirurgia de emergência, uma vez que é diagnosticada.
  • Fraturas expostas podem resultar, a longo prazo, em infecção profunda óssea ou osteomielite, embora a prevenção de infecção tenha melhorado dramaticamente ao longo da geração passada.

Referências:

  • Estudo epidemiológico das fraturas diafisárias de tíbia

Perguntas frequentes

Quanto tempo demora uma cirurgia de tíbia?2020-03-04T12:57:16-03:00

O tempo de cirurgia da fratura simples do terço médio da tíbia, desde a incisão da pele até o curativo, é, em média, de 2 horas, podendo variar, para mais ou para menos, de acordo com o tipo, localização e complexidade da fratura, das condições de pele e dos tecidos lesados, do mecanismo e energia do trauma.

Onde fica a tíbia na perna?2020-03-04T12:55:50-03:00

A tíbia está localizada na parte anterior da perna, formando o que é chamado popularmente de “canela”. No homem adulto, com uma média de 43cm, é o segundo maior osso do esqueleto, sendo o maior o fêmur com uma média de 50cm.

Quanto tempo demora para colar o osso da tíbia?2020-03-04T12:54:31-03:00

Uma fratura de ossos da perna leva em média 3 a 4 meses para consolidação, porém pode levar mais tempo dependendo de outros fatores. Só seria um sinal de complicação a falta de consolidação após 6 meses.

Como saber se fraturei a tíbia?2023-06-11T10:15:51-03:00
Principais sintomas de fratura:
  1. Dor intensa;
  2. Inchaço do local fraturado;
  3. Deformidade do local;
  4. Incapacidade total ou parcial de mexer o membro fraturado;
  5. Presença de hematomas;
  6. Presença de ferimentos no local da fratura;
  7. Diferença de temperatura entre o local fraturado e o sem fratura;
  8. Dormência e formigamento da área;

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2023-12-08T10:29:20-03:00

Sobre o Autor:

Dr. Márcio R. B. Silveira, formado em 2006 pela faculdade federal de medicina da Universidade de Brasília (UnB), com especialização, no ano de 2009, em Traumatologia e Ortopedia pela residência da SES / DF, com subespecialização, no ano de 2012, em cirurgia do joelho e trauma esportivo em Belo Horizonte / MG, acompanhando os médicos do Cruzeiro Esporte Clube nos hospitais Maria Amélia Lins, Lifecenter, Belo Horizonte, Belvedere e João XXIII. Médico ortopedista especialista em Traumatologia com foco em Esportiva (ombro, quadril, tornozelo, pé, cotovelo), Cirurgia do Joelho, Adulto e Infantil, e Ortopedia do Idoso em Brasília / DF.

13 Comentários

  1. Inalda dos santos Arraes 22 de julho de 2019 em 07:34- Responder

    Bom dia,
    Tive uma pequena fratura na Tibia esquerda do joelho. Resolvi optar pelo gesso. Fiquei 6 semanas, depois +45 dias sem pisar e fazendo fisioterapia moderada somente para mobilidade…
    Fui liberada a pisar, mas ando com dores no quadril e inchaço no pé. É normal essa dor e esse inchaço?
    Gratidão

  2. drmarciosilveira 22 de julho de 2019 em 09:20- Responder

    Oi, Inalda, é difícil avaliar, sem ver a radiografia e olhar a sua perna. Fazendo um comentário, pelo tempo que ficou imobilizada e sem pisar, pode ser normal sim, ainda mais porque retornou a pisar agora, após 3 meses. Quando não usa os músculos, eles atrofiam com muita rapidez e demora um tempo para recuperar a força e o trofismo deles.

  3. Ester 19 de setembro de 2019 em 00:45- Responder

    Eu quebrei a tibia e fibula, coloquei a haste intramedular fiz no hugo cada dia que eu vou e um medico diferente tem uns 50 dias que operei eles me disseram pra mim andar já estou com medo estou na cadeira de rodas nem a muleta estou andando ainda devo andar assim mesmo?

  4. drmarciosilveira 19 de setembro de 2019 em 07:51- Responder

    Ester, não sei como é a sua fratura ou não estou vendo sua radiografia para avaliar o alinhamento e processo de consolidação, além do posicionamento dos implantes. Então, estou pensando que tudo está dentro dos padrões habituais. Após uma haste intramedular para osteossíntese de fratura de tíbia e fíbula, é permitido o apoio parcial com muletas, sendo que após 6 semanas, ou seja 45 dias, deve andar com carga total.

  5. Anita Rocha 18 de dezembro de 2019 em 05:57- Responder

    Dr. Bom dia. .
    É normal engessar a perna após a fratura? É se tiver dor latente, qdo devo me preocupar? .
    Obrigada.

  6. drmarciosilveira 18 de dezembro de 2019 em 08:05- Responder

    Oi, Anita, é sim. É prescrito uma medicação analgésica e anti-inflamatória na primeira semana, pois o trauma também lesa partes moles que ficam doendo. Tem os critérios para tratamento sem e com cirurgia: https://traumatologiaeortopedia.com.br/conhecimentos/fraturas-diafisarias-da-tibia/

  7. Francileide paula 27 de janeiro de 2020 em 20:41- Responder

    A 5 meses sofri um atropelamento na porta de casa e quebrei a tibia estou em faze de recuperação mais a quase 2meses sem fazer fisioterapia pq o sus do me liberou até hoje 20 sessões será se vou ficar com seqüela da perna tenho uma placa de titânio com parafusose me incomoda muito as dores

  8. drmarciosilveira 28 de janeiro de 2020 em 19:26- Responder

    Francileide, não tem como falar se você vai ficar com sequelas ou não, não sei a gravidade da fratura e nem como está o alinhamento e a colocação dos implantes na fratura. Pensando no comum, uma fratura de moderada gravidade, com bom alinhamento, e que consolidou, não te traz problemas. Agora, pode acontecer redução do tamanho do membro, desalinhamento com sobrecarga sobre o tornozelo ou joelho, retardo de consolidação, etc.

  9. Bernardo Santos da Costa 15 de junho de 2020 em 06:01- Responder

    Bom dia doutor! Tive uma fratura simples como a indicada no primeiro caso. Fiz uma semana de tala e agora estou no gesso. Hoje faz 10 dias da fratura e 3 de gesso, porém desde o primeiro dia com o gesso estou MUITO desconfortável. O próprio enfermeiro que o fez citou que o achou muito pesado. Além disso, a forma que foi imobilizado meu pé, me deixa um tanto a mais desconfortável. Gostaria de saber se há a possibilidade de eu trocar o gesso por uma tala de joelho + bota ortopédica? Considerando que passo o dia todo na cama e só levanto para ir ao banheiro. Porém até ir ao banheiro tem sido por vezes algo de extremo desconforto pois além de o gesso pesar muito, sinto que ele faz uma pressão muito grande quando me locomovo e como aconteceu nessa madrugada, ao retornar à cama sinto dores que parecem ser da força que faço com a perna para sustentar o gesso. Obs.: O banheiro está ao lado do quarto e eu uso muletas e não encosto o gesso no chão.
    Obrigado pela atenção, e bom dia!

  10. drmarciosilveira 15 de junho de 2020 em 09:05- Responder

    Bernardo (Piracicaba / SP), tem de ser imobilização gessada, a não ser que a fratura seja incompleta, e mesmo assim seria arriscado. Caso aumente o desvio, vai ter de indicar cirurgia. Você tem de retornar para o local que colocou o gesso, é muito comum ter ficado apertado, só fazer a troca e conferir com uma radiografia que continua com o alinhamento adequado. Saiba mais sobre gesso: https://traumatologiaeortopedia.com.br/informe/imobilizacoes-ortopedicas/

  11. Bertram Griehl 4 de fevereiro de 2021 em 03:07- Responder

    Boa noite. Tive uma fratura múltipla da tíbia e fibola. Foi colocado haste. E permitido a andar. Porém me assusta os ossos fragmentados não estarem alinhados. Como é possível enviar o raio x? Tem como dar um parecer?

    • drmarciosilveira 6 de fevereiro de 2021 em 07:36- Responder

      Olá, Bertram, envia para [email protected] que posso dar uma olhada. Olha, sendo uma fratura cominutiva e de múltiplos ossos como citou, mesmo com a síntese, o ideal é não pisar (na maioria das vezes) até a consolidação dos fragmentos em torno de 6 semanas. Agora, pode encostar o pé no chão com auxílio de muletas, sem colocar carga em cima, e deve mobilizar o tornozelo e o joelho, senão as articulações ficam duras.

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